G7 Arquitetura

É preciso coragem para fazer o que faz Gustavo Barnabé. E uma boa dose de ousadia. Se há algo marcante no seu trabalho, é a fuga incessante dos padrões e dos conceitos prontos, além da mágica habilidade para desenvolver o que é inédito. Gustavo não tem amarras e nem temores. Nas suas mãos, o que a princípio parece uma ideia sem pé nem cabeça pode se transformar repentinamente em obra de arte, coisa para ser admirada e estudada. O trabalho do arquiteto traz também uma certa singeleza e uma honestidade sem tamanho, talvez resquícios dos anos vividos em Canelinha, sua cidade natal. Lá no interior de Santa Catarina, Gustavo sonhava e planejava ganhar o mundo. E ganhou. Seus projetos rodaram o Brasil e foram parar no Reino Unido. Gustavo, vejam só, agora trabalha em inglês, e vive de antena ligada a tudo que diz respeito à arquitetura e ao design. “É preciso lidar com certa cautela com as tendências, extraindo só a essência daquilo. É importante que o projeto se torne algo leve, fluído e habitável, não apenas algo para se admirar.” A paixão pela arquitetura é antiga, vem da infância, das cidades montadas com Lego, dos lugares visitados em família e das pessoas que o rodeavam. Dali para a formação acadêmica, na Univali, foi um pulo. Na sequência da trajetória profissional, Gustavo quer, acima de tudo, continuar estabelecendo grandes relações. Ele sabe que o maior segredo do seu sucesso é a verdadeira conexão com as pessoas. É o mergulho corajoso na história e na alma de cada um, a ponto de não precisar de explicações detalhadas dos anseios e necessidades dos clientes. Um cafezinho e um papo descontraído — no plural, normalmente — são suficientes.