Nós sempre teremos Paris, por Marcelo Salum

Das artes plásticas à literatura, o que não faltam são fontes de inspiração que narram o charme da cidade luz. Agora, é a vez do arquiteto Marcelo Salum deixar a sua marca na capital francesa em um cenário emoldurado por nada menos que a Torre Eiffel.

“Na planta não fizemos nenhuma alteração. Na verdade, a estrutura do apartamento já era bem bacana — tem um bom living, uma sala de jantar, uma sala íntima de TV, uma suíte do casal, quarto do filho, mais uma suíte, cozinha”, explica o arquiteto.
Foto: Marcelo Ruduit

Cenário de filmes e contos, musa inspiradora de canções, destino dos apaixonados: Paris é uma cidade verdadeiramente icônica. Para quem observa os detalhes, aprecia boa arte e gastronomia clássica, além, é claro, de conhecer as histórias revolucionárias e a arquitetura que já testemunhou alguns dos acontecimentos mais significativos da humanidade, estar na cidade luz é uma experiência singular. Assinar um projeto que tem a Torre Eiffel como paisagem é, então, experiência para poucos, e Marcelo Salum pode dizer que faz parte desse grupo seleto.

A mudança da família — um casal com um filho de onze anos — para um novo apartamento na capital francesa exigiu a expertise de um arquiteto para transformar em lar os novos ambientes que fariam parte do cotidiano. Entra em cena Marcelo, com a sua assinatura marcada por uma elegância intrínseca, para compor o pano de fundo dos próximos capítulos.

Saber dosar as intervenções foi o segredo do arquiteto. Afinal, é indispensável ter um olhar apurado para enaltecer aquilo que faz parte da identidade da composição. “Brinco que a gente cuidou para não estragar a obra que já era maravilhosa. A inspiração foi o próprio apartamento, então tomamos o cuidado com o layout para que a configuração fosse condizente e harmônica com todos os detalhes especiais dele”, explica o autor da proposta.

Foto: Marcelo Ruduit

A curadoria dos móveis passou por dois momentos: o primeiro foi resgatar itens do acervo da família, peças que fariam sentido na nova composição. A segunda etapa consistiu na seleção de novos mobiliários, como a sofá e a mesa da italiana B&B. “Optamos por esse sofá em L com a chaise para as pessoas aproveitarem a vista da torre. Ao fundo temos a cristaleira que a cliente já tinha, assim como o tapete”, explica Marcelo.

Foto: Marcelo Ruduit

Pontos-chave

• A arquitetura citadina se integra aos cenários do apartamento. A vista privilegiada da Torre Eiffel fica ainda mais atraente nas aberturas de vidro, que trazem para o interior a estética do edifício.

Foto: Marcelo Ruduit

• As cortinas se destacam na sala de estar. Leves e claras, entram em sintonia com a linguagem das paredes e das janelas, com boiseries e outros elementos tipicamente parisienses.

• Entre os itens de acervo dos moradores está a luminária estrategicamente posicionada entre o sofá e a janela, criando um ponto de luz aconchegante no ambiente de estar.

Foto: Marcelo Ruduit
Foto: Marcelo Ruduit

Marcelo definiu o layout de forma assertiva, inserindo alguns detalhes e valorizando na composição móveis que já pertenciam à família. Na sala de TV, a poltrona Charles Eames se une à lareira em mármore contornada pelos boiseries em um cenário cinematográfico, onde a arquitetura ganha protagonismo.

Foto: Marcelo Ruduit

Há, na sala de jantar, a possibilidade de conexão com o estar ou uma configuração que permite a setorização dos espaços sem que se perca a permeabilidade visual, graças às aberturas em vidro. A mesa de jantar Saarinen em branco cria um contraste com as cadeiras modernas em tons amadeirados, um duo que dialoga com outros elementos do décor.

Detalhando

1. Todas com as lareiras originais em mármores foram mantidas na composição: na sala de TV, o elemento agrega charme e acolhimento junto à poltrona Charles Eames e ao tapete, assim como o espelho em um conjunto atemporal.

2. As boiseries, também originais e pintadas em branco, permeiam os espaços da composição, reforçando a estética tradicional da capital francesa junto ao piso de madeira em carvalho na padronagem chevron.

Foto: Marcelo Ruduit

As criações e edições realizadas pela Supernova Editora
se enquadram na Lei nº 9.610/98 (Lei sobre direitos autorais),
portanto, possuem proteção contra plágios e cópias.
Assim é vedado ao terceiro a reprodução de obra sem prévia autorização,
sendo que a sua utilização sem a concessão enseja reparação civil.